1. Fundamentos
Escopo do módulo
O módulo atual trata vigas retas de concreto armado, prismáticas, com seção transversal retangular constante e carregamentos verticais. A viga é analisada no plano de flexão vertical, com um eixo longitudinal \(x\), apoios definidos por pilares e ações concentradas ou distribuídas ao longo do comprimento.
Os resultados técnicos abrangem reações verticais, diagramas de momento fletor e esforço cortante, deslocamentos verticais, envoltórias de ELU e ELS, armaduras longitudinal e transversal, verificações de resistência e serviço disponíveis, detalhamento de barras, memorial de cálculo e desenho técnico em DXF.
| Item | Considerado no módulo | Delimitação técnica |
|---|---|---|
| Elemento estrutural | Viga isolada, reta, de concreto armado. | Não há análise espacial, pórtico global, grelha ou interação automática com lajes. |
| Seção | Retangular, com \(b_w\) e \(h\) constantes. | Mesas colaborantes, seções T, L, I, circulares, vazadas ou variáveis não compõem o escopo atual. |
| Ações | Peso próprio, ações permanentes e ações variáveis verticais, pontuais ou uniformemente distribuídas. | Ações horizontais, axiais, térmicas, sísmicas, dinâmicas, recalques, deslocamentos impostos e momentos aplicados pelo usuário não são tratados automaticamente. |
| Dimensionamento | Flexão simples, cisalhamento por estribos verticais, armadura mínima, armadura máxima longitudinal, abertura de fissuras e flechas de serviço. | Torsão, punção, fadiga, incêndio, aberturas, protensão e armaduras inclinadas não são verificados automaticamente. |
2. Convenções
Grandezas e convenções
A coordenada principal da viga é \(x\), medida em metros a partir da extremidade esquerda informada pelo usuário. O comprimento geométrico informado é \(L\). Quando a largura de um apoio de extremidade ultrapassa o limite \(0\) ou \(L\), o eixo de análise é prolongado até a face externa desse apoio para representar o balanço geométrico do pilar.
Momentos positivos correspondem à tração na face inferior da viga. Momentos negativos correspondem à tração na face superior. As envoltórias de momento são mantidas separadas em parcela positiva \(M_{z,+}\) e negativa \(M_{z,-}\); para dimensionamento, usa-se o valor absoluto da solicitação em cada face tracionada.
| Símbolo | Descrição | Unidade |
|---|---|---|
| \(L\) | Comprimento geométrico informado para a viga. | m |
| \(b_w\) | Largura da seção retangular da viga. | m ou mm |
| \(h\) | Altura total da seção retangular. | m ou mm |
| \(c_{nom}\) | Cobrimento informado pelo usuário e usado no detalhamento. | m ou mm |
| \(d\) | Altura útil até o centro de gravidade da armadura tracionada considerada. | m ou mm |
| \(M_{Sd}\) | Momento fletor solicitante de cálculo após envoltória, redistribuição quando aplicável e decalagem. | kN·m |
| \(V_{Sd}\) | Esforço cortante solicitante de cálculo obtido da envoltória de ELU. | kN |
| \(A_s\) | Área de aço longitudinal requerida ou fornecida, conforme o contexto. | cm² |
| \(A_{sw}/s\) | Área de ramos de estribos por metro de viga. | cm²/m |
3. Fundamentos
Materiais
O concreto é definido pela classe de resistência informada, como C25 ou C30. As propriedades derivadas são calculadas a partir de \(f_{ck}\), em MPa. O módulo secante \(E_{cs}\) é usado na rigidez elástica da viga e dos pilares representados. O agregado considerado para o coeficiente \(\alpha_E\) é granito/gnaisse, com \(\alpha_E = 1{,}0\).
| Símbolo | Descrição | Unidade |
|---|---|---|
| \(f_{ck}\) | Resistência característica do concreto à compressão. | MPa |
| \(f_{cm}\) | Resistência média do concreto à compressão. | MPa |
| \(f_{ctm}\) | Resistência média do concreto à tração direta. | MPa |
| \(f_{ctk,inf}\) | Resistência característica inferior do concreto à tração. | MPa |
| \(f_{ctk,sup}\) | Resistência característica superior do concreto à tração. | MPa |
| \(E_{ci}\) | Módulo de elasticidade inicial do concreto. | MPa |
| \(E_{cs}\) | Módulo de elasticidade secante do concreto. | MPa |
| \(G_c\) | Módulo de elasticidade transversal do concreto. | MPa |
| \(\alpha_E\) | Coeficiente associado ao tipo de agregado do concreto. | - |
| \(\alpha_i\) | Coeficiente de ajuste entre módulo inicial e módulo secante. | - |
| \(\gamma_c\) | Coeficiente de ponderação da resistência do concreto. | - |
| \(\gamma_s\) | Coeficiente de ponderação da resistência do aço. | - |
| \(f_{cd}\) | Resistência de cálculo do concreto à compressão. | MPa |
| \(f_{ctd}\) | Resistência de cálculo do concreto à tração. | MPa |
| \(\eta_c\) | Coeficiente de ajuste do bloco comprimido de concreto. | - |
| \(E_s\) | Módulo de elasticidade do aço. | MPa |
| \(\phi\) | Diâmetro nominal da barra de aço considerada. | mm |
| Grandeza | Critério adotado | Uso |
|---|---|---|
| \(\gamma_c\) | 1,4 para ELU normal; 1,0 em verificações de serviço. | Resistência de cálculo do concreto. |
| \(\gamma_s\) | 1,15 para ELU normal; 1,0 em serviço. | Resistência de cálculo do aço. |
| \(\eta_c\) | \(1{,}0\) para \(f_{ck}\leq40\) MPa; \((40/f_{ck})^{1/3}\) para \(f_{ck}>40\) MPa. | Bloco comprimido na flexão. |
| Aço por bitola | CA-60 para \(\phi\leq6{,}3\) mm; CA-50 para \(\phi>6{,}3\) mm. | Armaduras longitudinais, transversais, pele, ancoragens e emendas. |
| \(E_s\) | 210000 MPa. | Transformação de seções e verificações de serviço. |
| Diâmetro máximo do agregado | 19 mm. | Critérios geométricos de alojamento. |
Referência normativa considerada neste procedimento: ABNT NBR 6118:2026, itens 8.2.10.1, 8.3.2 e relações utilizadas no memorial de cálculo do módulo.
4. Solicitações
Ações e combinações
As ações consideradas são classificadas em peso próprio, permanentes e variáveis. O peso próprio da viga é ativado como carregamento distribuído em todo o comprimento e usa peso específico do concreto armado igual a \(25\,\text{kN/m}^3\).
Uma carga distribuída uniforme informada entre \(x_i\) e \(x_f\) é tratada com intensidade \(q\) em kN/m no trecho. A resultante equivalente é \(W=q(x_f-x_i)\). Uma carga pontual é aplicada na posição informada, em kN. Todas as ações variáveis informadas participam simultaneamente das combinações; não há alternância automática de carregamento por vãos.
| Tipo de combinação | Expressão | Critério |
|---|---|---|
| ELU normal | \(F_d=1{,}4G+1{,}4Q_{k,r}+\sum_{i\neq r}1{,}4\psi_{0,i}Q_{k,i}\) | Cada ação variável é tomada uma vez como principal. Se não houver ação variável, usa-se \(F_d=1{,}4G\). |
| ELS quase permanente | \(F_{ser}=G+\sum_i\psi_{2,i}Q_{k,i}\) | Usada para flecha total visível e histórico de deformações de longa duração. |
| ELS frequente | \(F_{ser}=G+\psi_{1,r}Q_{k,r}+\sum_{i\neq r}\psi_{2,i}Q_{k,i}\) | Usada em verificações de serviço, incluindo fissuração quando aplicável. |
| ELS rara | \(F_{ser}=G+Q_{k,r}+\sum_{i\neq r}\psi_{1,i}Q_{k,i}\) | Usada para situações de serviço com variável principal integral. |
| Categoria de uso | ψ0 | ψ1 / ψ2 |
|---|---|---|
| Residencial ou sem predominância de pesos/concentração de pessoas | 0,5 | 0,4 / 0,3 |
| Comercial ou com predominância de pesos/concentração de pessoas | 0,7 | 0,6 / 0,4 |
| Outros, bibliotecas, arquivos, oficinas e garagens | 0,8 | 0,7 / 0,6 |
| Vento, quando a ação variável é assim classificada | 0,6 | 0,3 / 0,0 |
| Símbolo | Descrição | Unidade |
|---|---|---|
| \(q_{pp}\) | Carga distribuída de peso próprio da viga. | kN/m |
| \(q\) | Intensidade de carga uniformemente distribuída informada em um trecho. | kN/m |
| \(x_i\) | Coordenada inicial de uma carga distribuída ou barra. | m |
| \(x_f\) | Coordenada final de uma carga distribuída ou barra. | m |
| \(W\) | Resultante equivalente de uma carga distribuída uniforme. | kN |
| \(G\) | Parcela permanente considerada na combinação. | kN ou kN/m |
| \(Q_{k,r}\) | Ação variável característica tomada como principal na combinação. | kN ou kN/m |
| \(Q_{k,i}\) | Demais ações variáveis características participantes da combinação. | kN ou kN/m |
| \(F_d\) | Efeito de cálculo para combinação de ELU. | kN ou kN/m |
| \(F_{ser}\) | Efeito de serviço para combinações de ELS. | kN ou kN/m |
| \(r\) | Índice da ação variável tomada como principal. | - |
| \(i\) | Índice de ação variável na somatória. | - |
| \(\psi_0,\psi_1,\psi_2\) | Coeficientes de combinação de ações variáveis. | - |
5. Análise
Modelo estrutural
A análise considera viga de Euler-Bernoulli em regime linear elástico para obtenção de reações, deslocamentos e esforços. Cada nó possui deslocamento vertical \(v\) e rotação \(\theta\). A rigidez à flexão usa \(E_{cs}I_{an}\), com inércia bruta retangular, exceto nos trechos em que a altura efetiva junto aos apoios ou a representação rígida do apoio altera a rigidez local.
Os nós são posicionados nos extremos da viga, eixos dos apoios, faces dos apoios, inícios e finais de cargas distribuídas, posições de cargas pontuais e pontos intermediários de refinamento. Essa discretização permite representar descontinuidades de carga e esforços nos locais relevantes para análise e dimensionamento.
Apoios, pilares e rotações
Em cada apoio, o deslocamento vertical é restringido no eixo do pilar. A rotação pode receber rigidez equivalente dos pilares conectados e rigidez associada ao coeficiente de engastamento nas faces. Quando não informado de outro modo, o pilar inferior participa e o superior não participa da rigidez rotacional.
Para o coeficiente de engastamento informado em uma face, \(c_{\theta}\), aplica-se uma relação não linear antes de convertê-lo em mola rotacional. Com \(c_{ef}=c_{\theta}^{2{,}5}\) e \(k_{ref}=4E_{cs}I_{an}/L_v\), a rigidez adotada para valores intermediários é:
Para \(c_{\theta}=0\), a contribuição de engastamento é nula. Para \(c_{\theta}=1\), a rotação é tratada como praticamente impedida. Os valores padrão de apoio, quando ausentes nos dados, usam largura de apoio de 30 cm, dimensão transversal de pilar de 14 cm e comprimento de lance de 2,5 m.
Regiões de apoio e altura efetiva
As faces dos apoios são consideradas explicitamente. Os trechos internos aos apoios são representados com rigidez flexional majorada, descontando regiões de transição de \(0{,}30h\) junto às faces. Além disso, quando a contribuição geométrica do pilar inferior ou superior está ativa, a altura efetiva da seção aumenta junto ao apoio por uma propagação com inclinação 1:2, coerente com o critério de variação abrupta de altura adotado no módulo.
Determinação dos esforços internos
Após a solução de equilíbrio, as reações são obtidas pelas restrições verticais e molas rotacionais. Em cada elemento, os esforços nodais equivalentes são determinados por equilíbrio local; sob carga uniformemente distribuída \(q\), os esforços ao longo do elemento são avaliados por:
| Símbolo | Descrição | Unidade |
|---|---|---|
| \(v\) | Deslocamento vertical nodal. | m |
| \(\theta\) | Rotação nodal. | rad |
| \(\mathbf{K}\) | Matriz global de rigidez estrutural. | kN/m, kN e kN·m/rad por termo |
| \(\mathbf{u}\) | Vetor global de deslocamentos e rotações nodais. | m e rad |
| \(\mathbf{F}\) | Vetor global de forças e momentos nodais equivalentes. | kN e kN·m |
| \(k_e\) | Matriz local de rigidez à flexão de um elemento. | kN/m, kN e kN·m/rad por termo |
| \(\ell\) | Comprimento do elemento finito de viga. | m |
| \(I_{an}\) | Inércia adotada na análise elástica do elemento. | m⁴ |
| \(I_c\) | Inércia bruta da seção retangular de concreto. | m⁴ |
| \(I_p\) | Inércia da seção do pilar conectado à viga. | m⁴ |
| \(b_p\) | Dimensão do pilar na direção considerada para a flexão. | m |
| \(h_p\) | Dimensão transversal do pilar usada no cálculo de inércia. | m |
| \(L_p\) | Comprimento geométrico do lance de pilar. | m |
| \(L_{p,ef}\) | Comprimento efetivo do lance de pilar para rigidez rotacional. | m |
| \(k_{\theta,p}\) | Rigidez rotacional equivalente de um lance de pilar. | kN·m/rad |
| \(c_{\theta}\) | Coeficiente de engastamento informado para uma face de apoio. | - |
| \(c_{ef}\) | Coeficiente efetivo usado na conversão não linear do engastamento. | - |
| \(k_{ref}\) | Rigidez rotacional de referência para a face engastada. | kN·m/rad |
| \(L_v\) | Comprimento do vão associado à face de apoio. | m |
| \(k_{\theta}\) | Rigidez rotacional adotada para a face de apoio. | kN·m/rad |
| \(h_{ef}\) | Altura efetiva local considerada junto aos apoios. | m |
| \(\Delta h_{apoio}\) | Acréscimo local de altura por contribuição geométrica do apoio. | m |
| \(I_{ef}\) | Inércia efetiva local associada à altura efetiva. | m⁴ |
| \(x_{loc}\) | Coordenada local dentro de um elemento de viga. | m |
| \(V_{el,0}\) | Cortante local determinado no início do elemento. | kN |
| \(M_{el,0}\) | Momento local determinado no início do elemento. | kN·m |
Nas regiões dos apoios, os diagramas são suavizados entre as faces por interpolação cúbica, preservando os valores nas faces e a coerência entre momento e cortante. Esse pós-processamento evita que a largura física dos pilares seja tratada como um ponto sem extensão.
Referência normativa considerada neste procedimento: ABNT NBR 6118:2026, itens 14.6.2.3, 14.6.4.3, 14.6.4.4 e 14.6.6.1, conforme referências do memorial e da matriz técnica do módulo.
6. Solicitações de projeto
Envoltórias e redistribuição
Cada combinação de ELU normal é analisada separadamente. As envoltórias de projeto retêm, em cada posição \(x\), o maior momento positivo, o menor momento negativo e os extremos positivos e negativos de cortante. As origens das solicitações críticas são preservadas para que os coeficientes de resistência correspondam à combinação que produziu cada valor.
A redistribuição de momentos é aplicada apenas aos momentos negativos de apoio usados no dimensionamento à flexão. O fator ativo reduz o valor elástico negativo em 15%, equivalente a multiplicar o momento negativo por 0,85 nas regiões tratadas.
| Símbolo | Descrição | Unidade |
|---|---|---|
| \(m\) | Índice da combinação de ELU analisada na formação da envoltória. | - |
| \(M_{z,m}\) | Momento fletor da combinação \(m\) na direção \(z\). | kN·m |
| \(V_{y,m}\) | Esforço cortante da combinação \(m\) na direção \(y\). | kN |
| \(M_{z,+}\) | Envoltória de momento positivo por posição. | kN·m |
| \(M_{z,-}\) | Envoltória de momento negativo por posição. | kN·m |
| \(V_{y,+}\) | Envoltória de cortante positivo por posição. | kN |
| \(V_{y,-}\) | Envoltória de cortante negativo por posição. | kN |
| \(M_{neg,el}\) | Momento negativo elástico antes da redistribuição. | kN·m |
| \(M_{neg,red}\) | Momento negativo após a redistribuição adotada. | kN·m |
A correção decorrente da redistribuição é propagada linearmente nos vãos adjacentes para formar o diagrama de dimensionamento longitudinal. Reações, cortantes, deslocamentos e verificações de serviço permanecem baseados na análise elástica original.
7. Dimensionamento
Armadura longitudinal
O dimensionamento longitudinal separa momentos positivos e negativos. Para momentos positivos, a armadura tracionada é inferior; para momentos negativos, a armadura tracionada é superior. O momento de cálculo usado em cada ponto é obtido da envoltória de projeto, com redistribuição quando aplicável, e depois passa pela decalagem \(a_l=0{,}5d\).
A altura útil é determinada a partir da posição real das barras quando o detalhamento já existe. A posição de cálculo considera o centro de gravidade da armadura tracionada em cada seção. Quando ainda não há geometria suficiente para essa determinação, usa-se \(d=h-c_{nom}-15\text{ mm}\), limitado pela distância ao eixo de uma bitola de referência quando aplicável.
Nas expressões acima, \(M_{Sd}\) é convertido para N·mm, \(b_w\) e \(d\) são usados em mm, \(f_{cd}\) e \(f_{yd}\) em MPa, e \(A_s\) é convertido para cm² ao final. A classe de aço de referência segue a bitola: CA-60 até 6,3 mm e CA-50 acima desse limite.
Armadura mínima de flexão
A armadura mínima é tomada como o maior valor entre o critério por momento mínimo e o mínimo absoluto de \(0{,}15\%\) da área de concreto da seção.
Armadura positiva junto aos apoios
A armadura positiva é majorada junto aos apoios quando a tração de apoio exigir parcela adicional. Em apoios de extremidade, considera-se uma contribuição associada ao esforço cortante; nos demais casos, a armadura positiva junto ao apoio é vinculada à armadura positiva do vão adjacente e à relação entre momento negativo de apoio e momento positivo do vão.
O valor requerido final em cada posição é o maior entre a demanda de momento, a contribuição junto ao apoio quando existir e a armadura mínima aplicável à face analisada.
| Símbolo | Descrição | Unidade |
|---|---|---|
| \(a_l\) | Comprimento de decalagem do diagrama de momentos. | m |
| \(x_s\) | Coordenada fonte pesquisada dentro do intervalo de decalagem. | m |
| \(M_{Sd,dec}\) | Momento solicitante de cálculo após decalagem. | kN·m |
| \(x_{LN}\) | Profundidade da linha neutra no dimensionamento à flexão simples. | mm |
| \(A_{s,calc}\) | Área de aço calculada pela demanda de flexão. | cm² |
| \(W_0\) | Módulo resistente elástico da seção bruta retangular. | mm³ |
| \(M_{d,min}\) | Momento mínimo usado para armadura mínima de flexão. | kN·m |
| \(A_s(M_{d,min})\) | Área de aço associada ao momento mínimo. | cm² |
| \(A_{s,min}\) | Área mínima de aço longitudinal. | cm² |
| \(A_{s,apoio}\) | Área positiva mínima requerida junto ao apoio. | cm² |
| \(A_{s,vão}\) | Área positiva requerida ou fornecida no vão adjacente. | cm² |
| \(M_{apoio}\) | Momento negativo de referência no apoio. | kN·m |
| \(M_{vão}\) | Momento positivo de referência no vão adjacente. | kN·m |
| \(\lambda\) | Fator de vinculação da armadura positiva do apoio à armadura do vão. | - |
Referência normativa considerada neste procedimento: ABNT NBR 6118:2026, itens 17.2.2, 17.3.5.2.1, 17.3.5.2.4 e 18.3.2.3.1, conforme escopo implementado no módulo.
8. Detalhamento resistente
Armadura fornecida e área efetiva
O módulo distingue três grandezas: a área requerida \(A_{s,req}\), a área geométrica fornecida \(A_{s,forn}\) e a área efetivamente resistente \(A_{s,ef}(x)\). A área efetiva considera a posição física das barras, o desenvolvimento por aderência, ganchos e continuidade por emenda.
| Etapa | Critério adotado | Resultado |
|---|---|---|
| Barras de base | São geradas barras inferiores e superiores contínuas, com pelo menos duas barras por face. A área alvo parte do mínimo e incorpora parcela da demanda acima do mínimo quando necessário. | Armadura longitudinal contínua para cada face. |
| Reforços localizados | Trechos onde \(A_{s,req}\) excede a base são segmentados, prolongados por desenvolvimento e arredondados para fora. | Barras adicionais com início e fim físicos. |
| Bitolas e combinações | São avaliadas combinações cadastradas de barras, filtradas pela largura disponível, área requerida e quantidade de camadas. | Escolha da menor área suficiente dentro das restrições geométricas. |
| Camadas | Até três camadas são consideradas. Reforços em camadas superiores têm restrições adicionais de quantidade e comprimento. | Centro de gravidade real para cálculo de \(d\). |
| Comprimento máximo | Comprimento de corte máximo de 12 m por barra. | Barras mais longas são divididas por emenda quando necessário. |
O alojamento longitudinal exige espaçamentos livres mínimos. Para uma camada com barras longitudinais de diâmetro \(\phi_l\), considera-se:
O comprimento horizontal das barras é medido no eixo local da viga. Quando uma barra chega à extremidade e o apoio avança para fora do vão geométrico, a extensão externa do apoio é incluída no comprimento horizontal. O comprimento de corte soma comprimento horizontal, extensões de apoio e ganchos, com arredondamento para cima em múltiplos de 5 cm.
Em barras com gancho, o desenvolvimento próximo à extremidade é bilinear: 30% da área nominal se desenvolve nos primeiros \(5\phi\); os 70% restantes se desenvolvem no comprimento complementar \(0{,}7l_b-5\phi\), quando positivo. Em regiões de emenda por traspasse, barras contínuas por emenda não têm suas áreas somadas em dobro para a mesma linha resistente.
| Símbolo | Descrição | Unidade |
|---|---|---|
| \(A_{s,req}\) | Área de aço longitudinal requerida pela análise e verificações. | cm² |
| \(A_{s,forn}\) | Área geométrica total de aço fornecida pelas barras escolhidas. | cm² |
| \(A_{s,ef}\) | Área efetivamente resistente desenvolvida na posição analisada. | cm² |
| \(A_{s,nom}\) | Área nominal da barra ou conjunto de barras considerado. | cm² |
| \(a_{h,min}\) | Espaçamento livre horizontal mínimo entre barras longitudinais. | mm |
| \(a_{v,min}\) | Espaçamento livre vertical mínimo entre camadas de barras. | mm |
| \(\phi_l\) | Diâmetro nominal da barra longitudinal considerada no alojamento. | mm |
| \(d_{agg}\) | Diâmetro máximo característico do agregado. | mm |
| \(x_i\) | Coordenada inicial da barra ou do trecho de desenvolvimento. | m |
| \(x_f\) | Coordenada final da barra ou do trecho de desenvolvimento. | m |
| \(l_b\) | Comprimento básico de ancoragem usado no desenvolvimento da barra. | m ou mm |
9. Aderência
Ancoragem, ganchos e emendas
A ancoragem é tratada por aderência da armadura passiva. A resistência de aderência depende da classe do aço, da posição da barra e da resistência de cálculo à tração do concreto. Barras inferiores próximas à face inferior são tratadas como boa aderência nas condições correntes do módulo; barras superiores podem receber condição de má aderência conforme sua posição vertical.
| Parâmetro | Critério | Valor |
|---|---|---|
| \(\eta_1\) | Categoria do aço | CA-50: 2,25; CA-60: 1,0. |
| \(\eta_2\) | Condição de aderência | 1,0 para boa aderência; 0,7 para má aderência. |
| \(\eta_3\) | Diâmetro da barra | 1,0 para as bitolas tratadas no escopo atual. |
| Gancho | Comprimento nominal | \(8\phi\), arredondado para cima ao centímetro. |
| Dobramento interno | Múltiplo de \(\phi\) | CA-50: \(5\phi\) abaixo de 20 mm e \(8\phi\) a partir de 20 mm; CA-60: \(6\phi\) abaixo de 20 mm. |
O comprimento necessário de ancoragem considera a relação entre área calculada e área fornecida quando essa relação está disponível, com mínimo associado ao comprimento básico, à bitola e a 10 cm.
Emendas por traspasse
As emendas são tratadas como traspasse entre barras. Para barras tracionadas, o coeficiente \(\alpha_{0t}\) depende da porcentagem de barras emendadas na mesma seção. Para barras comprimidas ou de distribuição, usa-se critério próprio de comprimento mínimo.
| Barras emendadas na seção | α0t | Aplicação |
|---|---|---|
| Até 20% | 1,2 | Emendas por traspasse de barras tracionadas. |
| Até 25% | 1,4 | |
| Até 33% | 1,6 | |
| Até 50% | 1,8 | |
| Acima de 50% | 2,0 |
| Símbolo | Descrição | Unidade |
|---|---|---|
| \(f_{bd}\) | Resistência de aderência de cálculo entre aço e concreto. | MPa |
| \(\eta_1\) | Coeficiente de aderência associado à categoria do aço. | - |
| \(\eta_2\) | Coeficiente associado à condição de aderência da barra. | - |
| \(\eta_3\) | Coeficiente associado ao diâmetro da barra. | - |
| \(l_b\) | Comprimento básico de ancoragem. | m ou mm |
| \(l_{b,nec}\) | Comprimento necessário de ancoragem. | m ou mm |
| \(l_{b,min}\) | Comprimento mínimo de ancoragem. | m ou mm |
| \(l_{0t}\) | Comprimento de traspasse para barras tracionadas. | m ou mm |
| \(l_{0c}\) | Comprimento de traspasse para barras comprimidas ou de distribuição. | m ou mm |
| \(\alpha_{anc}\) | Coeficiente de ancoragem aplicado ao comprimento básico. | - |
| \(\alpha_{0t}\) | Coeficiente de traspasse para barras tracionadas. | - |
Referência normativa considerada neste procedimento: ABNT NBR 6118:2026, itens 9.4.2.4, 9.5.2.1, 9.5.2.2, 9.5.2.3, Tabelas 9.3 e 9.4, conforme critérios usados no memorial.
10. Dimensionamento
Cisalhamento e estribos
O dimensionamento ao cisalhamento usa o maior valor absoluto do cortante de cálculo da envoltória de ELU em cada posição. A altura útil adotada para cisalhamento acompanha a face tracionada pelo momento de referência: momento positivo usa a armadura inferior; momento negativo usa a armadura superior. Se ambas existirem e o momento local não definir claramente a face, adota-se a menor altura útil válida.
Os estribos automáticos são verticais e fechados, com dois ramos. As bitolas avaliadas são 5,0 mm, 6,3 mm, 8,0 mm, 10,0 mm, 12,5 mm, 16,0 mm, 20,0 mm e 25,0 mm, respeitando diâmetro mínimo de 5 mm e limite superior igual a \(b_w/10\). O primeiro diâmetro capaz de atender à demanda com espaçamento preferencial mínimo de 9 cm é selecionado; se necessário, admite-se espaçamento menor, limitado ao mínimo operacional de 1 cm.
Os trechos de estribos são formados por vãos-base entre faces de apoios e podem ser subdivididos quando a demanda de \(A_{sw}/s\) supera a capacidade do espaçamento mínimo requerido para o trecho. As divisões ocorrem nos pontos médios entre posições analisadas e são ajustadas para respeitar comprimento mínimo de trecho, limitado por \(1{,}5h\), 50 cm e mínimo absoluto de 20 cm. O espaçamento final de cada trecho é arredondado para baixo em múltiplos de 1 cm.
| Símbolo | Descrição | Unidade |
|---|---|---|
| \(\alpha_{v2}\) | Coeficiente redutor da resistência da biela comprimida. | - |
| \(V_{Rd2}\) | Força cortante resistente associada à biela comprimida. | kN |
| \(V_c\) | Parcela resistente de cortante atribuída ao concreto. | kN |
| \(f_{ywd}\) | Resistência de cálculo do aço dos estribos limitada a 435 MPa. | MPa |
| \(f_{ywk}\) | Resistência característica do aço dos estribos. | MPa |
| \(A_{sw}/s\) | Área de armadura transversal por unidade de comprimento. | cm²/m |
| \(s\) | Espaçamento longitudinal entre estribos. | m ou mm |
| \(s_{max}\) | Espaçamento longitudinal máximo permitido para os estribos. | m ou mm |
Referência normativa considerada neste procedimento: ABNT NBR 6118:2026, itens 17.4.1.1.1, 17.4.2.1, 17.4.2.2a, 17.4.2.2b e 18.3.3.2.
11. Detalhamento
Armadura de pele
A armadura de pele é considerada quando \(h>60\) cm. A área requerida por face é calculada como \(0{,}10\%\) da área da alma considerada no detalhamento. A seleção automática procura a menor bitola entre 5,0 mm, 6,3 mm, 8,0 mm, 10,0 mm e 12,5 mm que satisfaça simultaneamente a área mínima por face e o espaçamento vertical máximo de 20 cm.
As barras de pele são distribuídas nas faces laterais ao longo do comprimento detalhado. Quando \(h\leq60\) cm, a armadura de pele não é gerada automaticamente.
| Símbolo | Descrição | Unidade |
|---|---|---|
| \(A_{s,pele,face}\) | Área mínima de armadura de pele em cada face lateral. | cm² |
| \(A_{c,alma}\) | Área de concreto da alma considerada para armadura de pele. | cm² |
12. Serviço
Flechas de serviço
As flechas são calculadas com rigidez fissurada equivalente por Branson e histórico simplificado de fluência. A combinação quase permanente é a referência da flecha total visível. Também são avaliadas flechas instantâneas de ações variáveis e deslocamentos relacionados a elementos construtivos, conforme limites exibidos no memorial.
O momento de fissuração ativo considera a seção bruta transformada quando há armadura disponível para a seção. A distância \(y_t\) é tomada até a fibra tracionada correspondente ao sinal do momento.
Quando \(M_a\leq M_r\), usa-se a inércia bruta. Nos vãos, o módulo adota uma inércia equivalente por regiões de momento, com tratamento híbrido para cargas concentradas dominantes. A curvatura é obtida de forma congelada a partir do momento de serviço e da rigidez equivalente:
A flecha é obtida por integração da curvatura, impondo deslocamento nulo nas faces dos apoios que delimitam cada vão. A fluência utiliza o coeficiente \(\xi(t)\) em função da idade em meses e considera idades padrão por origem do carregamento: peso próprio em 28 dias, ações permanentes em 2 meses e ações variáveis quase permanentes em 12 meses.
| Verificação de flecha | Limite usado | Observação |
|---|---|---|
| Flecha total visível | \(L_{v,ef}/250\) | Combinação quase permanente. |
| Flecha instantânea por ação variável | \(L_{v,ef}/350\) | Diferença entre combinação rara e parcela permanente. |
| Alvenaria | \(\min(L_{v,ef}/500,10\text{ mm})\) | Referência para elementos construtivos sensíveis. |
| Divisória leve | \(\min(L_{v,ef}/250,25\text{ mm})\) | Referência para elementos leves. |
| Símbolo | Descrição | Unidade |
|---|---|---|
| \(\alpha_e\) | Relação modular entre aço e concreto. | - |
| \(\alpha_r\) | Coeficiente aplicado no cálculo do momento de fissuração. | - |
| \(f_{ct}\) | Resistência à tração do concreto usada na fissuração. | MPa |
| \(I_r\) | Inércia da seção usada no cálculo do momento de fissuração. | m⁴ |
| \(y_t\) | Distância até a fibra tracionada da seção. | m |
| \(M_r\) | Momento de fissuração. | kN·m |
| \(M_a\) | Momento atuante de serviço usado na inércia equivalente. | kN·m |
| \(x_{II}\) | Profundidade da linha neutra no estádio II. | m |
| \(I_{II}\) | Inércia da seção fissurada no estádio II. | m⁴ |
| \(A'_s\) | Área de aço comprimido ou na face oposta à tracionada. | cm² ou m² |
| \(d'\) | Distância da borda comprimida ao centro da armadura comprimida. | m ou mm |
| \(I_e\) | Inércia equivalente usada no cálculo de flechas. | m⁴ |
| \(M_{ser}\) | Momento fletor de serviço. | kN·m |
| \(\kappa\) | Curvatura da viga por posição. | 1/m |
| \(\xi(t)\) | Coeficiente simplificado de fluência na idade \(t\). | - |
| \(t\) | Idade considerada para fluência. | meses |
| \(T\) | Idade equivalente usada na expressão do módulo por idade. | dias |
| \(E_c(t)\) | Módulo de elasticidade do concreto na idade \(t\). | MPa |
| \(L_{v,ef}\) | Comprimento efetivo do vão usado nos limites de flecha. | m |
Referência normativa considerada neste procedimento: ABNT NBR 6118:2026, Tabela 13.3 e Figura 17.3, conforme verificações de serviço apresentadas no memorial.
13. Resultados
Detalhamento e saídas técnicas
O detalhamento transforma as áreas de aço e regiões resistentes em barras físicas, com bitola, quantidade, camada, início, fim, ganchos, emendas e comprimento de corte. O desenho técnico usa as dimensões físicas da viga, faces dos apoios, extensões externas de apoios de extremidade e posições de cortes transversais.
- Define-se a armadura longitudinal requerida por face ao longo de \(x\), já com decalagem e mínimos.
- Gera-se armadura de base contínua e reforços adicionais nos trechos de demanda superior.
- Verifica-se o alojamento horizontal e vertical das barras conforme cobrimento, estribo, diâmetro e agregado considerado.
- Calculam-se comprimentos de ancoragem, efeitos de ganchos, emendas por traspasse e área efetiva resistente.
- Dimensionam-se os estribos por trecho, com bitola, dois ramos e espaçamento arredondado em grade de 1 cm.
- São emitidos diagramas, verificações, avisos técnicos, quantitativos e desenho técnico quando disponíveis.
Os comprimentos de corte são arredondados para cima em múltiplos de 5 cm. As posições de início e fim de barras geradas automaticamente são arredondadas para fora na mesma grade, com uma margem adicional de 5 cm quando o prolongamento é produzido automaticamente.
14. Escopo explícito
Limitações técnicas do módulo atual
As delimitações abaixo fazem parte do escopo técnico da versão documentada e devem ser consideradas na decisão de uso dos resultados.
| Tema | Não contemplado automaticamente | Consequência prática |
|---|---|---|
| Modelo global | Pórticos espaciais, grelhas, lajes, fundações e interação entre vigas. | O profissional deve avaliar o sistema estrutural completo fora do módulo. |
| Geometria | Seções não retangulares, mesas colaborantes, vigas curvas, seção variável e aberturas. | Os resultados se aplicam à idealização retangular prismática adotada. |
| Ações | Torsão, axial, cargas horizontais, temperatura, retração imposta, recalques, sismos, impacto, ações excepcionais e alternância automática por vãos. | Esses efeitos precisam ser analisados por procedimento externo quando forem relevantes. |
| Detalhamento | Estribos inclinados, múltiplos ramos gerados automaticamente, armadura soldada, protensão e suspensão de cargas. | O detalhamento automático permanece restrito às famílias descritas nesta documentação. |
| Durabilidade | Classe de agressividade ambiental e verificação automática do cobrimento normativo. | O cobrimento informado é utilizado; sua adequação deve ser definida pelo profissional. |
| Estados específicos | Incêndio, fadiga, vibração especializada e verificações locais de regiões especiais. | Não devem ser presumidos a partir da ausência de alerta. |
15. Consulta rápida
Simbologia e unidades
A tabela abaixo consolida os símbolos utilizados nesta documentação, com descrição e unidade de referência. Grandezas sem dimensão são indicadas com “-”.
| Símbolo | Descrição | Unidade |
|---|---|---|
| \(A_c\) | Área bruta de concreto da seção. | cm² ou m² |
| \(A_{c,alma}\) | Área de concreto da alma considerada para armadura de pele. | cm² |
| \(A_s\) | Área de aço longitudinal tracionado ou de referência na face analisada. | cm² ou m² |
| \(A'_s\) | Área de aço comprimido ou na face oposta à tracionada. | cm² ou m² |
| \(A_s(M_{d,min})\) | Área de aço calculada para o momento mínimo de flexão. | cm² |
| \(A_{s,apoio}\) | Área positiva mínima requerida junto ao apoio. | cm² |
| \(A_{s,calc}\) | Área de aço calculada pela demanda de flexão. | cm² |
| \(A_{s,ef}\) | Área efetivamente resistente desenvolvida na posição analisada. | cm² |
| \(A_{s,forn}\) | Área geométrica total de aço fornecida pelas barras escolhidas. | cm² |
| \(A_{s,min}\) | Área mínima de aço longitudinal. | cm² |
| \(A_{s,nom}\) | Área nominal da barra ou conjunto de barras considerado. | cm² |
| \(A_{s,pele,face}\) | Área mínima de armadura de pele em cada face lateral. | cm² |
| \(A_{s,req}\) | Área de aço longitudinal requerida pela análise e verificações. | cm² |
| \(A_{s,vão}\) | Área positiva requerida ou fornecida no vão adjacente. | cm² |
| \(A_{sw}/s\) | Área de armadura transversal por unidade de comprimento. | cm²/m |
| \(a_{h,min}\) | Espaçamento livre horizontal mínimo entre barras longitudinais. | mm |
| \(a_l\) | Comprimento de decalagem do diagrama de momentos. | m |
| \(a_{v,min}\) | Espaçamento livre vertical mínimo entre camadas de barras. | mm |
| \(b_p\) | Dimensão do pilar na direção considerada para a flexão. | m |
| \(b_w\) | Largura da seção retangular da viga. | m ou mm |
| \(c_{ef}\) | Coeficiente efetivo usado na conversão não linear do engastamento. | - |
| \(c_{nom}\) | Cobrimento informado pelo usuário e usado no detalhamento. | m ou mm |
| \(c_{\theta}\) | Coeficiente de engastamento informado para uma face de apoio. | - |
| \(d\) | Altura útil até o centro de gravidade da armadura tracionada considerada. | m ou mm |
| \(d'\) | Distância da borda comprimida ao centro da armadura comprimida. | m ou mm |
| \(d_{agg}\) | Diâmetro máximo característico do agregado. | mm |
| \(E_c(t)\) | Módulo de elasticidade do concreto na idade \(t\). | MPa |
| \(E_{ci}\) | Módulo de elasticidade inicial do concreto. | MPa |
| \(E_{cs}\) | Módulo de elasticidade secante do concreto. | MPa |
| \(E_s\) | Módulo de elasticidade do aço. | MPa |
| \(F_d\) | Efeito de cálculo para combinação de ELU. | kN ou kN/m |
| \(\mathbf{F}\) | Vetor global de forças e momentos nodais equivalentes. | kN e kN·m |
| \(F_{ser}\) | Efeito de serviço para combinações de ELS. | kN ou kN/m |
| \(f_{bd}\) | Resistência de aderência de cálculo. | MPa |
| \(f_{cd}\) | Resistência de cálculo à compressão do concreto. | MPa |
| \(f_{ck}\) | Resistência característica do concreto à compressão. | MPa |
| \(f_{cm}\) | Resistência média do concreto à compressão. | MPa |
| \(f_{ct}\) | Resistência à tração do concreto usada na fissuração. | MPa |
| \(f_{ctd}\) | Resistência de cálculo do concreto à tração. | MPa |
| \(f_{ctk,inf}\) | Resistência característica inferior do concreto à tração. | MPa |
| \(f_{ctk,sup}\) | Resistência característica superior do concreto à tração. | MPa |
| \(f_{ctm}\) | Resistência média do concreto à tração direta. | MPa |
| \(f_{yd}\) | Resistência de cálculo do aço. | MPa |
| \(f_{ywd}\) | Resistência de cálculo do aço dos estribos limitada a 435 MPa. | MPa |
| \(f_{ywk}\) | Resistência característica do aço dos estribos. | MPa |
| \(G\) | Parcela permanente considerada na combinação. | kN ou kN/m |
| \(G_c\) | Módulo de elasticidade transversal do concreto. | MPa |
| \(h\) | Altura total da seção retangular da viga. | m ou mm |
| \(h_{ef}\) | Altura efetiva local considerada junto aos apoios. | m |
| \(h_p\) | Dimensão transversal do pilar usada no cálculo de inércia. | m |
| \(I_{an}\) | Inércia adotada na análise elástica do elemento. | m⁴ |
| \(I_c\) | Inércia bruta da seção de concreto. | m⁴ |
| \(I_e\) | Inércia equivalente para cálculo de flechas. | m⁴ |
| \(I_{ef}\) | Inércia efetiva local associada à altura efetiva. | m⁴ |
| \(I_{II}\) | Inércia da seção fissurada no estádio II. | m⁴ |
| \(I_p\) | Inércia da seção do pilar conectado à viga. | m⁴ |
| \(I_r\) | Inércia da seção usada no cálculo do momento de fissuração. | m⁴ |
| \(i\) | Índice de ação variável na somatória. | - |
| \(\mathbf{K}\) | Matriz global de rigidez estrutural. | kN/m, kN e kN·m/rad por termo |
| \(k_e\) | Matriz local de rigidez à flexão de um elemento. | kN/m, kN e kN·m/rad por termo |
| \(k_{ref}\) | Rigidez rotacional de referência para a face engastada. | kN·m/rad |
| \(k_{\theta}\) | Rigidez rotacional adotada para a face de apoio. | kN·m/rad |
| \(k_{\theta,p}\) | Rigidez rotacional equivalente de um lance de pilar. | kN·m/rad |
| \(L\) | Comprimento geométrico informado para a viga. | m |
| \(L_p\) | Comprimento geométrico do lance de pilar. | m |
| \(L_{p,ef}\) | Comprimento efetivo do lance de pilar para rigidez rotacional. | m |
| \(L_v\) | Comprimento do vão associado à face de apoio. | m |
| \(L_{v,ef}\) | Comprimento efetivo do vão usado nos limites de flecha. | m |
| \(l_b\) | Comprimento básico de ancoragem. | m ou mm |
| \(l_{b,min}\) | Comprimento mínimo de ancoragem. | m ou mm |
| \(l_{b,nec}\) | Comprimento necessário de ancoragem. | m ou mm |
| \(l_{0c}\) | Comprimento de traspasse para barras comprimidas ou de distribuição. | m ou mm |
| \(l_{0t}\) | Comprimento de traspasse para barras tracionadas. | m ou mm |
| \(\ell\) | Comprimento do elemento finito de viga. | m |
| \(M(x)\) | Momento fletor determinado por posição. | kN·m |
| \(M_a\) | Momento atuante de serviço usado na inércia equivalente. | kN·m |
| \(M_{apoio}\) | Momento negativo de referência no apoio. | kN·m |
| \(M_{d,min}\) | Momento mínimo usado para armadura mínima de flexão. | kN·m |
| \(M_{el,0}\) | Momento local determinado no início do elemento. | kN·m |
| \(M_{neg,el}\) | Momento negativo elástico antes da redistribuição. | kN·m |
| \(M_{neg,red}\) | Momento negativo após a redistribuição adotada. | kN·m |
| \(M_r\) | Momento de fissuração. | kN·m |
| \(M_{Rd}\) | Momento resistente de cálculo. | kN·m |
| \(M_{Sd}\) | Momento solicitante de cálculo. | kN·m |
| \(M_{Sd,dec}\) | Momento solicitante de cálculo após decalagem. | kN·m |
| \(M_{ser}\) | Momento fletor de serviço. | kN·m |
| \(M_{vão}\) | Momento positivo de referência no vão adjacente. | kN·m |
| \(M_{z,+}\) | Envoltória de momento positivo por posição. | kN·m |
| \(M_{z,-}\) | Envoltória de momento negativo por posição. | kN·m |
| \(M_{z,m}\) | Momento fletor da combinação \(m\) na direção \(z\). | kN·m |
| \(m\) | Índice da combinação de ELU analisada na formação da envoltória. | - |
| \(Q_{k,i}\) | Demais ações variáveis características participantes da combinação. | kN ou kN/m |
| \(Q_{k,r}\) | Ação variável característica tomada como principal na combinação. | kN ou kN/m |
| \(q\) | Intensidade de carga uniformemente distribuída. | kN/m |
| \(q_{pp}\) | Carga distribuída de peso próprio da viga. | kN/m |
| \(r\) | Índice da ação variável tomada como principal. | - |
| \(s\) | Espaçamento longitudinal entre estribos. | m ou mm |
| \(s_{max}\) | Espaçamento longitudinal máximo permitido para os estribos. | m ou mm |
| \(t\) | Idade considerada para fluência. | meses |
| \(T\) | Idade equivalente usada na expressão do módulo por idade. | dias |
| \(\mathbf{u}\) | Vetor global de deslocamentos e rotações nodais. | m e rad |
| \(V(x)\) | Esforço cortante determinado por posição. | kN |
| \(V_c\) | Parcela resistente de cortante atribuída ao concreto. | kN |
| \(V_{el,0}\) | Cortante local determinado no início do elemento. | kN |
| \(V_{Rd2}\) | Força cortante resistente associada à biela comprimida. | kN |
| \(V_{Sd}\) | Cortante solicitante de cálculo. | kN |
| \(V_{y,+}\) | Envoltória de cortante positivo por posição. | kN |
| \(V_{y,-}\) | Envoltória de cortante negativo por posição. | kN |
| \(V_{y,m}\) | Esforço cortante da combinação \(m\) na direção \(y\). | kN |
| \(v\) | Deslocamento vertical nodal. | m |
| \(W\) | Resultante equivalente de uma carga distribuída uniforme. | kN |
| \(W_0\) | Módulo resistente elástico da seção bruta retangular. | mm³ |
| \(x\) | Coordenada longitudinal global da viga. | m |
| \(x_f\) | Coordenada final de uma carga distribuída, barra ou trecho. | m |
| \(x_i\) | Coordenada inicial de uma carga distribuída, barra ou trecho. | m |
| \(x_{II}\) | Profundidade da linha neutra no estádio II. | m |
| \(x_{LN}\) | Profundidade da linha neutra no dimensionamento à flexão simples. | mm |
| \(x_{loc}\) | Coordenada local dentro de um elemento de viga. | m |
| \(x_s\) | Coordenada fonte pesquisada dentro do intervalo de decalagem. | m |
| \(y_t\) | Distância até a fibra tracionada da seção. | m |
| \(\alpha_E\) | Coeficiente associado ao tipo de agregado do concreto. | - |
| \(\alpha_e\) | Relação modular entre aço e concreto. | - |
| \(\alpha_i\) | Coeficiente de ajuste entre módulo inicial e módulo secante. | - |
| \(\alpha_r\) | Coeficiente aplicado no cálculo do momento de fissuração. | - |
| \(\alpha_{anc}\) | Coeficiente de ancoragem aplicado ao comprimento básico. | - |
| \(\alpha_{0t}\) | Coeficiente de traspasse para barras tracionadas. | - |
| \(\alpha_{v2}\) | Coeficiente redutor da resistência da biela comprimida. | - |
| \(\Delta h_{apoio}\) | Acréscimo local de altura por contribuição geométrica do apoio. | m |
| \(\eta_1\) | Coeficiente de aderência associado à categoria do aço. | - |
| \(\eta_2\) | Coeficiente associado à condição de aderência da barra. | - |
| \(\eta_3\) | Coeficiente associado ao diâmetro da barra. | - |
| \(\eta_c\) | Coeficiente de ajuste do bloco comprimido de concreto. | - |
| \(\gamma_c\) | Coeficiente de ponderação da resistência do concreto. | - |
| \(\gamma_s\) | Coeficiente de ponderação da resistência do aço. | - |
| \(\kappa\) | Curvatura da viga por posição. | 1/m |
| \(\lambda\) | Fator de vinculação da armadura positiva do apoio à armadura do vão. | - |
| \(\theta\) | Rotação nodal. | rad |
| \(\phi\) | Diâmetro nominal da barra. | mm |
| \(\phi_l\) | Diâmetro nominal da barra longitudinal considerada no alojamento. | mm |
| \(\psi_0,\psi_1,\psi_2\) | Coeficientes de combinação de ações variáveis. | - |
| \(\xi(t)\) | Coeficiente simplificado de fluência na idade \(t\). | - |